15.4.09

A

que
da.


Esse rapaz
não é meu não m' engana
Não chama, vem-me buscar

Se me sirvo crua,
tão cortês,
larga tudo e ao invés...

Me entrega o cansaço
à porta de um abraço, qual recado
Cai menino desarmado

Despista na curva
que é seio e cintura.
E jura. A queda por mim.

O meu rapaz
se procurou
num deslize assim

E.
Se alegrava, alongava
moribundo no ventre

Um homem renasce sempre.
quando sai diferente
de uma mulher

quando perde a fúria
como quem já não a quer.
tamboreava o peito, embalou

Tão doce m' foi entrando,
o mundo doeu baixinho.
e na curva sossegou.

Há um rapaz.
tantas e boas vezes
daquela queda me matou.

2 comentários:

Sandro disse...

Só tenho pena de escreveres tão pouco o que escreves tão bem...

Ricardo disse...

"Um homem renasce sempre.
quando sai diferente
de uma mulher"

São coisas assim que me fazem sempre voltar!
Que queres que te diga mais?
Saudades, muitas saudades, da companhia das tuas palavras :)

Um beijo tão amigo :)