16.2.06

Mood: Lou Barlow, Home

Deitou rente ao ombro um tom de amor
um que nem sabia de cor

Sem melodia, um entoar seu,
o fôlego quente musicando um ombro meu.

Rendida na malha confidente
em tom igual mas diferente,

pedi: dá-me música só de vez em quando...
mas o músico não responde a comando.

Logo me arrepiou um acorde no ouvido,
calafrio agridoce, um zumbido

Não fosse a coisa ainda mudar o tom
beijei suave o cantor pra manter o som

E entoei no ombro arrepiado
o encore prometido num acorde demorado

Assim como quem quer mas não quer

dei-lhe música, como só uma mulher.

E entre aquele ombro e o meu ombro
ouviu-se um novo som. e que assombro.