5.11.05

Mood:Goldfrapp, oh la la la

imagem: álbum supernature de Goldfrapp


São sempre os olhos quem convida,
cortantes, entre luzes escarlate e não-luz,
rostos intermitentes,
tão proximamente ausentes
formigueiro eléctrico
correndo no corpo e no sangue.
E nos nossos olhares encostados, sem ombros
apetece uma certa maldade.
Porque me cheiras a vontade.
A música trepa, de adrenalina frenética.
Rasgas o som, rasgas caminho
na travessia dura, entre outros, direcção a nós.
Suores alienados, copos vazios, copos cheios
e as bocas que os bebem,
os olhares desejando-as e à carne que sobra.
Não finjas passo vagaroso.
Já me contorço,
protegida na música, bicho inquieto.
Atravessa-te, direcção a nós
Tenho todos os sorrisos de te ver
à tua espera, deste lado
junto aos lábios mordidos.
Vamos ser mauzinhos
só por um bocadinho
porque me cheiras a vontade.
E já sabia bem demais a maldade.
Assim que te tenha ao alcance da mão...
sabes que te consumo, como o olhar prometeu:
de sangue quente, sem coração.

[Amor... também agora em pedaços]