
(Calceteiros, Lisboa Antiga)
Tens tardado liberdade
nos verbos do meu país
Saudosismo de bolso
argumento que alguém quis
[ao que parece, vai bastando]
Tardas tanto cidade
aos atentos cansados
e os ébrios ideais
nunca vingam acordados
Lisboa adormece uma cantiga
embala minha terra
que a preserve adormecida
aos encantos de uma guerra
E se um dia o tejo acorda
na madrugada de cartão,
riqueza sem-abrigo,
amanhecer levantado do chão,
Então acorda e vem comigo
arrancamos pedra e passo
fazer do mundo uma calçada
de cada porta um abraço
Tens tardado liberdade em acordar minha cidade
Mas de tão zangada contigo
mais sinto em meu irmão meu amigo
o mudo arrepio de uma verdade
[Sabes bem, nada disto te basta]
[Sabes bem, nada disto te basta]
|
|
0 comentários:
Enviar um comentário