27.1.08

Por isso vou indo
até te chegar. calada
onde sei não saber nada
Palmilha nua feita verdade
Luz âmbar no Rossio

Figura e segue lenta a cidade
como quem já a viu
vezes demais. E também a mim.
nos dias de guerra, os tais
que tardámos por aí assim.

Sábios do nada, do bastante,
do que importa e é quente
Nossa arte simples,
de intenção tão diferente

Teu cerco a mim era assim
alegria cercada de gente
Sorriam como fosse sua.
Há sinais de ti no cheiro
da terra e em cada rua

E seria do mundo inteiro
num mundo de trazer em paz
De qualquer homem bom. Mas
só teu fundo me aprofunda rapaz

E a verdade da guerra
lutar pelo lugar perto do teu.
Só por teimares não dizer
que o lugar sempre foi meu.

Ficámos velhos e cansados.
Não há meio de irmos deitar.
[Vá lá.]
sabes bem rabujento meu mar
sou rio suave até te chegar.

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