18.4.09

Mood: Joana Melo, Rifoneiro

ai se eu tivesse a coragem
[ai se eu tivesse a coragem]
de fazer a viragem
sem amuletos da sorte.

Que às vezes não mudar
é uma espécie de morte.
Ai se eu tivesse a coragem
de m' implicar num povo
Os muros caíam, e esta rua era algo novo

Larga a acidez
que deitas no que lês.
Se um voto não muda nada
Que se mude mais dois ou três.
é preciso é coordenada.

Há quem não valha nada
Há quem valha muito
Há quem valha todo um mundo
É preciso é coragem
pra ir sem medo a fundo.

Haja coragem gente boa
pra fazer o que destoa
pra irritar uns quantos
amar à louca, infantilmente.

Há que atracar com coragem
uma vez por todas, finalmente.

2 comentários:

Anónimo disse...

Quase parece uma canção! Tá muito giro! beijocas lexi

Ana Stumpf Mitchell disse...

cheguei aqui por acaso, e que acaso!
belo poema, lindo significado!
um abraço de longe,
Ana