10.10.08

António Lobo Antunes em entrevista à Sic Notícias a respeito do último livro, O arquipélago da Insónia:

"Conheci um homem, que por sinal era meu pai, que de manhã ao fazer a barba..."

"Não penso nos leitores quando escrevo, só em desembaraçar-me do material disponível"

"Quando alguém lê adoece... há uma espécie de fagocitose... aquilo toma conta de nós. Quando o livro termina começa então a convalescença"

"Quando me dizem que o nosso país é pequeno fico furioso. Para mim chega bem... e já é enorme"

"Ele, não sendo muito inteligente, tinha coisas bem mais importantes que isso."

"Porque é o leitor que é importante não o escritor (...) é ele que faz o livro"



Talvez nem faça sentido descontextualizar assim idéias mas são pedacinhos de um todo que soube bem. E se é que se pode dedicar um post, da mesma forma que se dedica um pensamento generoso, uma energia boa ou uma vontade sincera, este é para uma amiga, cheia de paixões, entre elas a literatura, que acordou finalmente após um sono demasiado longo e guerreado. Bom ter-te de novo.

1 comentário:

Sandro disse...

Acho que deixar esses pedaços de ideias assim, mesmo que descontextualizados... faz todo o sentido!

Beijo meu..